Internet das Coisas: os impactos dela na nossa sociedade

Provavelmente, você já ouviu falar algo sobre tornar o meio físico e digital em um só. A internet das coisas aborda justamente uma das tentativas de tornar essa ideia real.

As possibilidades são inúmeras, ela muda nossa relação com a tecnologia, o modo como nos relacionamos com as coisas e como interagimos com o mundo e ele com a gente.

Pragmaticamente falando, se um objeto é eletrônico, ele tem possibilidade de se integrar à internet das coisas.

É muito possível que você não esteja tão antenado quanto a isso ou nem saiba do que se trata. Mas, se você deseja uma inovação do tipo futurística e praticidade, é aconselhável saber do que fala a internet das coisas.

Afinal de contas, sua residência e seus aparatos internos são grandes alvos dessa internet, por meio da automação residencial Alexa, por exemplo.

Sendo assim, continue sua leitura e veja como o termo surgiu, quais são seus impactos na sociedade e suas principais aplicações.

O que é internet das coisas e como surgiu

Basicamente, a internet das coisas é a conexão dos itens usados no dia a dia com a rede mundial de computadores. Trata-se de um eletrodoméstico, um meio de transporte ou uma simples maçaneta conectada à internet.

São sensores e softwares que passam dados para uma rede, sendo a possibilidade de troca de informações entre dois ou mais pontos.

Algumas pessoas já ouviram falar sobre sistema de segurança digital, por exemplo.

Ao se falar de uma residência, ele permite que as imagens das câmeras instaladas possam ser verificadas 24h por dia em seu smartphone, computador ou qualquer outra plataforma semelhante.

Isso gera um planeta mais inteligente e responsivo, e o mais interessante é que isso pode ser realizado em todas as coisas, uma geladeira, um relógio, ou qualquer outro utensílio.

Esse termo surgiu pela primeira vez em 1999, mas a ideia de conectar objetos vinha sendo discutida desde 1991. 

O especialista que abordou o assunto, já com esse termo de definição, pela primeira vez, afirmou que a falta de tempo e a rotina fariam com que as pessoas se conectassem à internet de várias formas.

Para ele, isso possibilitaria a acumulação de dados dos movimentos de nossos corpos com minuciosa precisão. Esses registros permitiriam a redução, otimização e economia de recursos naturais e energéticos. Isso tudo em 2009. 

Hoje, usamos relógio de ponto digital com comprovante nas empresas, como forma de controlar as entradas e saídas do funcionário. As informações são enviadas diretamente para o departamento de RH, digitalmente.

Antigamente, esse processo era feito manualmente, todos os dias, todas as vezes em que se entrava e saía da empresa.

Impactos da internet das coisas na sociedade

Um especialista no tema diz que sempre tivemos a mania de colocar nossa mente e habilidades nos objetos que utilizamos diariamente, como se fossem uma continuação de nossa consciência.

Com a internet das coisas, é quase como se esses objetos respondessem de volta, com vida. Eles são capazes de identificar nossa necessidade antes mesmo de falarmos.

A verdade é que a internet das coisas, nos possibilita algumas coisas interessantes, como:

  • Uma imensidade de oportunidades e possibilidades;
  • Smart cities ou cidades inteligente, na tradução livre;
  • Revolução no Big Data;
  • Preocupação com segurança e privacidade da informação;
  • Catraca com biometria nos estabelecimentos;
  • QR code na televisão;
  • Tênis que apitam por meio do bluetooth;
  • Relógios inteligentes;
  • Sistema de sensores.

Essas são algumas das inúmeras possibilidades proporcionadas pela internet das coisas.

A ideia das cidades inteligentes consiste no direcionamento dos avanços tecnológicos e armazenamentos de dados para o nosso ambiente.

O intuito é desenvolver sistemas de controle de resíduos, transportes e energia que sejam movidos a dados.

Os dispositivos conectados à rede estão emitindo, recebendo, trocando e cruzando informações e dados a todo tempo. 

Outro especialista da área diz que os dados agora são os grandes criadores e destruidores do valor do negócio.

A revolução do Big Data está em, as grandes empresas serem de dados e não dos próprios produtos. 

Devido à quantidade de informações, essas empresas deverão buscar por uma espécie de grande gaveteiro para arquivo, para armazenar todas essas informações, de modo a não perdê-las.

Por fim, se tudo está em um computador, a segurança do computador significa a segurança de tudo.

Sendo assim, com inúmeros dispositivos ligados entre si, é importante saber como assegurar a privacidade e segurança das informações pessoais.

Principais aplicações da internet das coisas

Provavelmente, uma sala de TV planejada moderna possui inúmeras aplicações de internet das coisas, como sensores que ouvem sua voz, por intermédio do wi-fi, para colocarem o programa desejado para começar, por exemplo.

Confira, abaixo, alguns outros exemplos de aplicação da chamada internet das coisas:

  1. Reinvenção do interior dos automóveis

Alguns fabricantes de carros, em parceria com fabricantes de softwares, estão buscando inovar a parte interna dos veículos.

A intenção é que, ao entrar em carro com essa tecnologia, uma câmera faça o reconhecimento do rosto do motorista ou passageiro, a fim de fornecer informações sobre seu cotidiano, recomendar músicas e ganhar orientações para acionar o mapa do GPS.

Caso essa câmera não reconheça o rosto da pessoa, ele captura uma imagem e envia direto para o telefone do dono do veículo, com o intuito de evitar furtos.

  1. Monitoramento de elevadores

Aqui, trata-se da parceria de fabricantes de elevadores com uma fabricante de softwares. 

Em conjunto, essas empresas desenvolveram um sistema digital e inteligente para monitorar elevadores por meio de técnicos e call centers

Isso se dá pelo fornecimento de assistência em tempo real e evitar acidentes com manutenção preventiva nos elevadores. 

Esse software funciona em grandes redes de computadores portáteis e de mesa e também por intermédio de um aplicativo para tablets.

  1. Facilitação de operações médicas

Uma Universidade dos Estados Unidos testou um óculos tecnológico para realizar uma cirurgia. 

Os comandos seriam feitos através da voz, mas o médico responsável encontrou alguns problemas com esse comando, que falharam.

Entretanto, o óculos funcionou na leitura de raios-x. E essa iniciativa pode ser o começo do uso de gadgets (aparelhos) móveis por parte dos médicos, principalmente, os óculos tecnológicos.

  1. Casas inteligentes

Essa aplicação é referente a automação do funcionamento de dispositivos domésticos. 

Algumas das soluções permitem a configuração da intensidade da luz ou mesmo a programação para que ela acenda assim que alguém entrar no cômodo.

A sonorização de ambiente é outro exemplo da implantação da internet das coisas em uma residência. 

Neste exemplo, a aplicação é feita por meio de home theaters, que vão emitir o som que você escolher pelo seu smartphone, a partir do bluetooth.

  1. Formas de pagamento

Atualmente, é possível realizar pagamentos de forma segura por intermédio de um smartphone ou relógio inteligente. Isso é a internet das coisas.

Operadoras de cartões fornecem a fabricantes de dispositivos um meio de inserir pagamentos seguros a mecanismos conectados, fazendo com que qualquer objeto possa dar início a transações com apenas um clique.

  1. Uso de drone

Os drones têm a capacidade de realizar manobras de voo, a um custo bem menor do que  aviões e helicópteros. 

Eles podem ser usados para filmagem de eventos, monitoramento de plantações, e até para obtenção de fotos aéreas para formação de imagens.

Existe até uma empresa que já tem um projeto que utiliza os drones para efetuar entregas de seus produtos.

Além disso, outra empresa, apoiada pela fabricante de drones, criou uma tecnologia que permite a coleta de dados detalhados de terrenos aos drones, para a produção de mapas 3D de terras agrícolas, plantações e florestas.

  1. Aplicações em escritórios

Uma empresa que concede dispositivos inteligentes para casas e escritórios, criou, entre outras coisas, termostatos e detectores de fumaças interligados a smartphones, por meio de aplicativos.

O termostato é capaz de ajustar a temperatura automaticamente e os detectores de fumaça enviam mensagens caso algo fora do normal ocorra.

  1. Controle do uso de energia

A internet das coisas permite a possibilidade de se colocar sensores em todos os equipamentos consumidores de energia de um lugar.

Isso permite que se saiba qual o consumo de energia, e consequentemente qual é o gasto com isso, sobre todas tecnologias da empresa ou casa.

Portanto, não existem muitas coisas que você não possa saber, visto que este artigo abordou as principais questões que rodeiam a internet das coisas – conexão dos objetos com dispositivos digitais. 

E trouxe à luz quais são suas principais aplicações em casa e na indústria, bem como seu impacto no dia a dia da sociedade.

Ao terminar a leitura, é difícil ver esse “sistema” de unificação de objetos e internet como algo futurístico. Quer dizer, a automação de atividades domésticas já existe e sensores já são utilizados há bastante tempo, por exemplo.

Portanto, a internet das coisas é, na verdade, algo que já está acontecendo, mas tende a progredir cada vez mais, com o passar do tempo.

Com isso, nem mesmo um interruptor de luz será mais o mesmo. O que é bom, porque gera praticidade e integração.

No entanto, também provoca inseguranças quanto à privacidade dos dados pessoais. E isso é algo que os responsáveis por essa tecnologia ainda devem pensar melhor.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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