Saiba como adaptar os conteúdos para acessibilidade digital

Nos últimos anos tem crescido cada vez mais a conscientização das pessoas em relação à integração das PcD (Pessoas com Deficiência). A acessibilidade digital, inclusive, é um exemplo muito importante de como isso importa.

De fato, não podemos falar em um mundo ou uma sociedade realmente integradora sem mencionar o universo digital. 

Afinal, ter acesso a ele atualmente é algo que diz respeito à cidadania de cada um de nós, e não apenas um detalhe a mais.

Lembrando que plataformas como os motores de busca servem não apenas para encontrar soluções comerciais como persiana vertical branca, mas também matérias, notícias e até dicas de saúde ou debates políticos.

As redes sociais vão no mesmo sentido, deixando claro que se uma pessoa não participa disso, seja ela quem for, um direito seu estará sendo cerceado e várias dimensões da sua vida ficarão negligenciadas, que é justamente o que devemos evitar.

O que é acessibilidade digital?

Ao falarmos nesse assunto, automaticamente alguns ainda pensam que ajudar uma PcD a navegar em um site qualquer já é praticar a acessibilidade digital.

Na verdade, seu princípio vai muito além, pois o que precisamos promover é um modo de a pessoa com deficiência tornar-se independente e fazer o uso que bem entender, na hora que quiser, com ou sem a nossa presença.

Se ela vai pesquisar um produto como tela proteção janela apartamento ou qualquer outro tema, não nos diz respeito, assim como alguém que não seja PcD pode navegar de modo espontâneo em seu computador ou celular.

Portanto, seja uma deficiência motora, visual, auditiva, intelectual ou mesmo social, o que a acessibilidade digital precisa garantir são as possibilidades e condições de:

  • Alcance;
  • Percepção;
  • Entendimento;
  • Interação;
  • Participação;
  • Contribuição.

Tudo isso com igualdade de oportunidades em relação a quem não seja PcD. Quem determina esses princípios é a própria World Wide Web Consortium.

Sendo assim, a organização ou consórcio que regula e padroniza as páginas de internet do mundo todo (a grande responsável pelo “www” que digitamos à frente do domínio de qualquer website que vamos acessar).

Qual a importância dessa prática?

Como vimos, a acessibilidade digital não se trata de tornar acessível apenas uma ferramenta de diversão, entretenimento ou mesmo de notícias.

Trata-se, antes, de algo ligado à cidadania ou mesmo à dignidade das pessoas, quaisquer que sejam suas dificuldades ou desafios práticos.

Essa democratização vale primeiro para os beneficiados, depois para o Brasil como um todo, ou qualquer outro país em questão.

Por exemplo, se uma pessoa cega consegue acessar um site e contratar um serviço de pintura residencial, é claro que isso aqueceu a economia de algum modo.

Portanto, quando os sites não são acessíveis e nem há campanhas suficientes para avançarmos nesse sentido, tanto as possibilidades se fecham para as PcD, quanto a economia em geral se atrofia.

Sobre tecnologias assistivas

Um passo fundamental para você adaptar conteúdos para a acessibilidade digital é, depois de entender a importância disso tudo como já explicado, desenvolver uma cultura organizacional de tecnologia assistiva.

Ou seja, não dar nenhum passo sem considerar todas as possibilidades e demandas PcD. Se você presta serviço de limpeza para condomínio, por exemplo, já está acostumado com rampas de acesso e corrimãos.

Já na internet, os desenvolvedores de site precisam considerar, por exemplo, as pessoas cegas, que dependem de programas que fazem leitura em voz alta do conteúdo ali presente.

No mesmo sentido, há também a deficiência motora, que obriga muitos a navegarem por comando de voz ou por meio dos olhos e da boca. 

As pessoas surdas, por sua vez, costumam depender mais de Libras do que do Português, então considere isso também. Assim, é preciso criar conteúdos que sejam multiplataforma e multissensorial.

Alguns passos mais simples

Se você está começando agora e deseja dar alguns passos simples na direção da acessibilidade digital, saiba que também é possível.

Ou seja, mesmo sem contar com um designer profissional você já pode começar a melhorar um pouco seu conteúdo. Um exemplo clássico é o de legendar os vídeos, o que já torna o material acessível para pessoas surdas.

Outro exemplo é o da descrição detalhista de imagens, como ao postar um hambúrguer você descrever “foto de lanche com pão, carne, queijo e molhos”. Nas redes sociais isso pode vir acompanhado da #PraCegoVer.

Considerações finais

Sendo assim, cada vez mais as pessoas estão buscando entender o que é a acessibilidade digital, para comprovar sua importância na prática.

Acima detalhamos isso e também várias dicas e conselhos sobre como você pode integrar essa cultura de inclusão nos seus próprios conteúdos digitais.

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